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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Os Lavoisier


Autor: Paula Cruz
Técnica: Grafite e Photoshop

"Durante os 25 anos que se seguiram, o casal trabalhou em conjunto. Lavoisier não dominava outros idiomas além do francês e era Marie quem traduzia os textos do e para o inglês. Isso foi fundamental para o avanço das pesquisas e para a divulgação das descobertas do casal fora da França. Além disso, Marie desenhava os inventos dele, o que era fundamental para a sua compreensão. Pesquisando juntos, o casal descobriu a existência do oxigênio e sua importância para a respiração dos animais e das plantas, e demonstrou que ele está presente no processo de combustão. Também formulou a Lei da Conservação da Matéria: o peso do produto de uma reação química deve ser igual ao peso dos reagentes. Assim deduziram a célebre lei: Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma."

Meio retrato e metade autorretrato. O resultado final é par.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O Pecado é Capital


Autor: Paula Cruz
Técnica: caneta pincel em sketchbook

Para Karl Marx a tonalidade sempre foi óbvia: a maçã que expulsou Adão e Eva do Jardim do Éden era verde.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Fenix Like Me



Autor: Paula Cruz
Técnica: hidrocor, marcador, fineline 0.2, Adobe Photoshop.

Todos temos um Médico e um Monstro. Jean Grey tem a Fênix.

domingo, 29 de abril de 2012

Personificada

Autora: Paula Cruz
Técnicas: concept art literário, conto


Personificada


A Mentira tem pernas curtas. 

Isso todo mundo sabe muito bem.

O que poucos presumem é que a Mentira tem olhos furta cor, mãos gordinhas e um sorrisinho sutilmente endiabrado. Os olhos servem para uma inocente sedução ao próximo, as mãos fisgam pequenas travessuras e o sorrisinho é por tudo que ela vem a aprontar (ou que já está aprontando). As pernas crescem à medida que o tempo passa, de maneira que é possível, sim, uma Mentira ter pernas torneadas e longas. Sabe o físico de um jogador de vôlei? Ou de basquete? Pois então. É tudo uma questão de tempo e boa lábia, pois como todo ser (não) vivo, a Mentira nasce, amadurece, se reproduz e morre. Muitas vezes a Mentira dá luz à pequenas mentirinhas, que, num primeiro momento, parecem inofensivas e sem importância. 

— Tive uma reunião de trabalho marcada na última hora.
— Fui muito bem na prova, mãe.
— Vou voltar às dez.

Em pouquíssimo tempo, já se repara a maturidade chegando para as mentirinhas. Uma graça. 

A Mentira às vezes é mutilada por uma Meia Verdade. Há até quem diga que uma Meia Verdade também é uma Mentira. Nesses casos a Mentira anda de muletas, reclama dia sim, dia não, e segue com a vida. Fazer o quê? Tem mentira que só sobrevive por inércia. 

Outras são mentiras oficiais, top secret, coisa e tal. Essas mentiras nunca morrem, pois são ditas como Verdades. São pequenas espiãs camufladas que gostam de uma pose que não lhes é natural. A farsa que submete a todos e ninguém percebe — ou finge não perceber.

— O presidente? Nunca vi mais incorruptível. Yes, he can.
— Não sabemos nada sobre Roswell.
— Os jovens revolucionários lutavam pela liberdade de expressão.

O pior é quem passa a acreditar na própria Mentira. 

Também há mentiras com carteira assinada. São as dramaturgas, ligadas à ficção científica, à fantasia ou ao telejornalismo. Estas são as mais inofensivas, porque normalmente servem aos propósitos artísticos, literários ou cinematográficos. Normalmente. Mesmo assim, "de todas as mentiras, a arte ainda é a menos falsa".

A Mentira é onipresente. Quase involuntária. Tão sólida é que se desmancha no ar. Todos compactuam com ela, ao mesmo tempo em que todos são destratados pela mesma. Uma cigana de duas faces, uma faca de dois gumes, uma vítima-vilã. Tão ardilosa e, ainda assim, tão constante. 

Será mesmo que a Mentira tem pernas curtas? 

Enquanto isso, o sorrisinho endiabrado circula pela rotina. 
Que sina.

domingo, 1 de abril de 2012

Desbravador de Aventuras


Autor: Paula Cruz
Técnica: caneta nanquim Fineliner 0.4/0.2, paciência, Adobe Photoshop, Corel Draw.
"Vamos nessa, é hora da aventura!" é a frase preferida de um certo professor de arqueologia.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

De Volta para o Futuro Numa Casca de Noz

Autor: Paula Cruz
Técnica: marcador, hidrocor, caneta fineliner 0.2, caneta Posca, Photoshop.

"Numa realidade alternativa qualquer, Stephen Hawking não foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica tão pouco perdeu a voz por causa de uma traqueotomia. Neste mundo paralelo, Doc Steve e um jovem rapaz chamdo Marty McFly viajaram de volta ao futuro num carro Delorean moviado a energia de urânio."

domingo, 20 de novembro de 2011

Metamorfose

Aí vai a primeira participação da Paula Cruz no Tema do Mês do Ilustra Bacana!

Autor: Paula Cruz
Técnica: caneta Posca e marcador sobre papel de cor chumbo
“Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num homem elefante monstruoso”.