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quarta-feira, 2 de maio de 2012

s/t



Autor: Cristiano Onofre
Técnica: Nanquim, aquarela e depressão crônica
Falaram que eu ando muito pessimista. Eu ri.

Pinocchio

(clique para ampliar)

Autor: Charles Zipi
Técnica: Nanquim e grafite sobre papel e colorização digital.

terça-feira, 1 de maio de 2012

"Dessa vez eu mandei!"


Autor: Taíssa Maia
Técnica: Tinta acrílica aguada, lápis de cor, photoshop

"Esse mês vou mandar um desenho pro Ilustra bacana"
E, dessa vez, era verdade mesmo!

Toda mentira será castigada


Autor: Igor Arume
Técnica: Aquarela, tinta acrílica, lápis de cor

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Caô machadiano


Autor: Caio Alves
Técnica: caneta nanquin + photoshop
Peguei uma passagem famosa de um livro famoso, desses que somos obrigados a ler na escola, mas boa parte só vê o resumo na internet.
Na 7°ou 8° fui mais um a mandar essa mentira ;)

Maçã

Autor: Vinicius Machado
Técnica: lápis de cor e oito versos

É gosto doce (agora amargo) de veneno
é boca fria e é palavra que se atira
é gesto largo — tão sutil e tão pequeno...
é inocência, aparência, é mentira!
É canto de sereia que se ouve em alto-mar
é encanto de menina disfarçada em falsa-idade
é serpente que oferece a maçã...
é o fruto e a semente das mentiras de verdade

Quem? Eu? Eu não.


Autor: Ana Clara Miranda
Técnica: canson, aquarela, caneta nanquim

Mentira nossa de todos os dias.

domingo, 29 de abril de 2012

Personificada

Autora: Paula Cruz
Técnicas: concept art literário, conto


Personificada


A Mentira tem pernas curtas. 

Isso todo mundo sabe muito bem.

O que poucos presumem é que a Mentira tem olhos furta cor, mãos gordinhas e um sorrisinho sutilmente endiabrado. Os olhos servem para uma inocente sedução ao próximo, as mãos fisgam pequenas travessuras e o sorrisinho é por tudo que ela vem a aprontar (ou que já está aprontando). As pernas crescem à medida que o tempo passa, de maneira que é possível, sim, uma Mentira ter pernas torneadas e longas. Sabe o físico de um jogador de vôlei? Ou de basquete? Pois então. É tudo uma questão de tempo e boa lábia, pois como todo ser (não) vivo, a Mentira nasce, amadurece, se reproduz e morre. Muitas vezes a Mentira dá luz à pequenas mentirinhas, que, num primeiro momento, parecem inofensivas e sem importância. 

— Tive uma reunião de trabalho marcada na última hora.
— Fui muito bem na prova, mãe.
— Vou voltar às dez.

Em pouquíssimo tempo, já se repara a maturidade chegando para as mentirinhas. Uma graça. 

A Mentira às vezes é mutilada por uma Meia Verdade. Há até quem diga que uma Meia Verdade também é uma Mentira. Nesses casos a Mentira anda de muletas, reclama dia sim, dia não, e segue com a vida. Fazer o quê? Tem mentira que só sobrevive por inércia. 

Outras são mentiras oficiais, top secret, coisa e tal. Essas mentiras nunca morrem, pois são ditas como Verdades. São pequenas espiãs camufladas que gostam de uma pose que não lhes é natural. A farsa que submete a todos e ninguém percebe — ou finge não perceber.

— O presidente? Nunca vi mais incorruptível. Yes, he can.
— Não sabemos nada sobre Roswell.
— Os jovens revolucionários lutavam pela liberdade de expressão.

O pior é quem passa a acreditar na própria Mentira. 

Também há mentiras com carteira assinada. São as dramaturgas, ligadas à ficção científica, à fantasia ou ao telejornalismo. Estas são as mais inofensivas, porque normalmente servem aos propósitos artísticos, literários ou cinematográficos. Normalmente. Mesmo assim, "de todas as mentiras, a arte ainda é a menos falsa".

A Mentira é onipresente. Quase involuntária. Tão sólida é que se desmancha no ar. Todos compactuam com ela, ao mesmo tempo em que todos são destratados pela mesma. Uma cigana de duas faces, uma faca de dois gumes, uma vítima-vilã. Tão ardilosa e, ainda assim, tão constante. 

Será mesmo que a Mentira tem pernas curtas? 

Enquanto isso, o sorrisinho endiabrado circula pela rotina. 
Que sina.

Mentira



Autor: Túlio Cerquize
Técnica: Nanquim & aguada
Velharia.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Tema do mês de abril

Bacaninhas, primeiramente gostaria de agradecer-lhes por todas as lindas artes que têm sido enviadas para o blog. E para continuarmos assim, eis que surge o Tema do Mês de Abril: Mentira. A boa e velha. Lorota, caô, farsa, balela, embuste, potoca. Utilizada por muitos e desvendada por poucos, a mentira subirá ao palco para ser a nossa estrela. Pouco nos importa se ela é velha ou nova, mas sim bem contada. Faça como o Maluf!

Para saber como mandar bem na tua falsa verdade, clique aqui.